A Inteligência Artificial Generativa (IA Gen) está a transformar a forma como as empresas operam, mas a mudança organizacional nem sempre acompanha o ritmo acelerado da tecnologia.
Segundo o estudo “State of Gen AI in the Enterprise” da Deloitte, as preocupações com a conformidade regulatória cresceram de 28% para 38% em 2024, revelando um obstáculo importante. Mesmo assim, 78% das empresas inquiridas planeiam aumentar os investimentos em IA no próximo ano.
O relatório indica que mais de dois terços dos líderes empresariais acreditam que apenas 30% ou menos das suas iniciativas de IA Gen serão plenamente implementadas nos próximos meses.
Hervé Silva, da Deloitte, sublinha que o potencial da tecnologia é inegável, mas que desafios como a gestão de riscos, escassez de dados de qualidade e necessidade de supervisão humana continuam a travar a adoção.
Ainda assim, quase todas as empresas já reportam retorno financeiro com as experiências mais avançadas em IA Gen.
A área de Tecnologias de Informação lidera a adoção, enquanto a cibersegurança destaca-se por superar as expectativas de retorno. Uma nova tendência em destaque é a IA Autónoma, ou Agentic AI, que já está a ser testada por 42% das organizações.
O estudo conclui que a adoção generalizada da IA Gen não é uma questão de “se”, mas de “quando”.
Os especialistas recomendam começar com casos de baixo risco, sempre com supervisão humana, e investir na formação dos colaboradores para garantir um crescimento sustentável e manter a vantagem competitiva.