A partir de quinta-feira, 24 de julho, Portugal Continental será afetado por uma forte onda de calor, com valores das máximas a ultrapassarem os 30 °C generalizados e a atingir pontualmente os 40 °C no interior, designadamente na região do Alentejo, Vale do Tejo e Beira Baixa. O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) colocou diversos distritos sob aviso amarelo, prevendo-se que este episódio se prolongue até ao final de julho.
Este calor exacerbar-se-á com noites tropicais, especialmente no interior, onde os valores noturnos não descerão abaixo dos 20 °C, e com temperaturas mínimas significativamente elevadas nas regiões centro e sul. A circulação de ventos do leste contribuirá para um ambiente seco e agravará o risco de incêndios florestais, que já se anuncia elevado para vários concelhos.
Esta onda de calor insere-se num fenómeno maior que afeta toda a Europa, conhecido por “cúpula de calor” (ou domo anticiclónico), que aprisiona o ar quente próximo da superfície. O aquecimento global tem acentuado estes episódios, tornando-os mais frequentes e intensos — e potencialmente letais.
Perante este cenário extremo, as autoridades recomendam medidas de proteção civil: hidratação constante, evitar exposição solar nas horas centrais do dia, permanecer em locais frescos e alertar especialmente para grupos vulneráveis, como idosos e crianças, dada a provável deterioração da saúde e o agravamento do risco de incêndio