Os problemas nos controlos de fronteira dos aeroportos portugueses continuam a gerar preocupação, com passageiros a enfrentarem longos tempos de espera, sobretudo no Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa.
Embora a implementação do Sistema Europeu de Entrada e Saída (EES), que exige o registo biométrico de cidadãos de países terceiros, tenha contribuído para o aumento da complexidade dos procedimentos, especialistas consideram que as dificuldades resultam sobretudo de falhas de preparação, limitações tecnológicas e falta de recursos adequados.
Perante o agravamento da situação, o Governo avançou com medidas de reforço operacional, incluindo mais agentes da PSP, novos postos de controlo e a expansão das áreas destinadas ao processamento de passageiros.
O setor do turismo alerta, contudo, para os efeitos negativos na reputação do país. Responsáveis ligados às agências de viagens consideram que uma má experiência à chegada pode prejudicar a imagem de Portugal e comprometer a competitividade do destino turístico.
Também representantes das companhias aéreas defendem que, apesar das melhorias recentes, persistem fragilidades estruturais, particularmente em Lisboa, cuja infraestrutura enfrenta dificuldades para responder ao atual volume de passageiros e às novas exigências de segurança.
Especialistas da aviação sustentam que o principal problema não está no sistema europeu em si, mas na forma como a sua implementação foi preparada. Para evitar novos constrangimentos, defendem soluções estruturais e um planeamento mais eficaz, sobretudo com a aproximação dos meses de maior procura turística.