Portugal é, em 2025, o país da União Europeia com a maior percentagem de área ardida, embora esteja apenas em quinto lugar no número de incêndios. Dados do programa Copernicus indicam que já arderam 2,69% do território nacional, mais de 247 mil hectares — valor que triplica a média registada desde 2006.
Segundo o Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), os números provisórios apontam para 222 mil hectares devastados.
Apesar da descida das temperaturas, o país continua a enfrentar grandes fogos.
Mais de 4.700 operacionais estão no terreno, com destaque para o incêndio em Arganil, que se alastrou a vários concelhos da região centro.
A situação tem também impacto político. O Governo é alvo de críticas, tanto pela atuação como pela ausência do primeiro-ministro em momentos críticos.
A ministra da Administração Interna, Maria Lúcia Amaral, foi defendida pelo Presidente da República, que pediu “reflexão” após a época de incêndios.
Entretanto, o executivo prepara um pacote de medidas rápidas para apoiar as populações afetadas.