O Governo prolongou esta terça-feira a situação de alerta em Portugal continental até sexta-feira, em resposta às previsões meteorológicas que mantêm condições de risco elevado para incêndios florestais. O anúncio foi feito pelo primeiro-ministro, Luís Montenegro, em Faro, durante a inauguração de casas para realojamento, destacando que o calor intenso e a seca têm dificultado o trabalho no terreno.
“Face à previsão do tempo para os próximos dias, decidimos estender por mais 48 horas a situação de alerta, que terminaria amanhã à noite, até às 23h59 de sexta-feira”, explicou Montenegro.
O chefe do Governo acrescentou esperar que, findo este período, seja possível retomar a rotina diária e reduzir o impacto dramático das chamas.
Atualmente, mais de 1.500 operacionais combatem os incêndios nas principais frentes ativas.
Em Tabuaço, distrito de Viseu, o fogo mantém duas frentes ativas, com condições difíceis devido à velocidade do vento e ao relevo acidentado. No local, trabalham 291 bombeiros apoiados por 94 meios aéreos.
Em Trancoso, quase 500 operacionais e 166 veículos continuam a atuar, embora a situação esteja em fase de pré-resolução.
Por outro lado, em Vila Real, o incêndio afeta 26 aldeias e percorreu 12 quilómetros, mobilizando 466 bombeiros e mais de 150 viaturas, com a descida da temperatura durante a noite a trazer algum alívio.
Outros focos ativos incluem Sátão, com mais de 100 bombeiros e 33 meios terrestres, e Macedo de Cavaleiros, onde atuam 59 operacionais e 19 viaturas.
Luís Montenegro garantiu que todos os meios disponíveis estão a ser utilizados e apelou à compreensão da população face às críticas à atuação da Proteção Civil, especialmente no concelho de Vila Real.