O primeiro-ministro português, Luís Montenegro, afirmou nesta quinta-feira, 02 de outubro, que Portugal está disponível para “fazer o esforço” de antecipar o fim da importação de gás natural liquefeito russo.
“O enfraquecimento económico da Rússia é um caminho para a obtenção da paz [na Ucrânia], de mais segurança e de dissuasão de uma atitude mais agressiva por parte da Federação Russa”, partilhou numa conferência de imprensa realizada em Copenhaga, capital da Dinamarca, no final de uma reunião da Comunidade Política Europeia.
As declarações foram proferidas após um encontro bilateral com o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, que já tinha pedido horas antes o fim definitivo das importações de gás natural liquefeito russo.
No encontro entre os dois políticos, Montenegro prometeu a Zelensky um novo pacote de ajuda à Ucrânia de “pelo menos 200 milhões de euros”, além de ter anunciado que o apoio militar português a Kiev “nunca será inferior” ao de 2024.
“Tive ocasião de transmitir ao Presidente Zelensky que [o apoio militar] se vai materializar, num valor nunca inferior ao que tivemos do ponto de vista financeiro em 2024, que rondou os 220 milhões de euros”, concluiu o chefe do Governo de Portugal.