O número de crianças e jovens em acolhimento institucional diminuiu em 2024, segundo o Relatório CASA, divulgado pelo Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social.
Em 2024, 6.349 crianças e jovens estavam institucionalizados, menos cerca de 100 face a 2023, mantendo-se 88,5% das crianças em perigo no seu meio natural de vida. A diminuição ocorreu principalmente nas casas de acolhimento, que passaram de 5.983 para 5.678 crianças, enquanto aumentaram os números em famílias de acolhimento (361, +37%) e apartamentos de autonomização (310, +55%), destinados a jovens entre os 15 e os 21 anos.
Mais de 68% das crianças que cessaram o acolhimento regressaram à família, e 17,2% foram integradas em famílias adotivas. O Governo tem reforçado políticas de acolhimento familiar e alternativas à institucionalização, promovendo segurança, afeto e desenvolvimento saudável.
O Relatório CASA 2024 contou com o contributo das próprias crianças e jovens, das famílias e dos profissionais das casas de acolhimento, caracterizando de forma detalhada a situação do acolhimento familiar e residencial em Portugal.