Portugal corre o risco de integrar o grupo de países da União Europeia mais penalizados caso os Estados Unidos avancem com uma tarifa média uniforme de 15% sobre as importações europeias. Atualmente, a taxa média efetiva aplicada às exportações portuguesas para o mercado norte-americano ronda os 8,5%, pelo que a subida para 15% representaria um acréscimo de 6,5 pontos percentuais, segundo cálculos do economista Eric Dor.
No cenário de aplicação homogénea da taxa, Portugal seria o oitavo país da UE com maior agravamento tarifário, atrás de Irlanda, Países Baixos, Bélgica, França, Hungria, Malta e Croácia. A análise tem em conta que o chamado “Acordo de Turnberry”, fechado em julho de 2025, estabelece tarifas de 15% sobre a maioria dos produtos europeus, com isenções, e 50% sobre aço e alumínio.
As exportações portuguesas para os EUA concentram-se em produtos químicos, combustíveis, máquinas, plásticos e metais comuns, sendo os Estados Unidos o quarto maior destino das vendas externas nacionais. A Comissão Europeia aguarda agora esclarecimentos formais de Washington sobre a nova série de tarifas, que deverá vigorar temporariamente durante 150 dias, até julho de 2026.