Em 2026, os preços da eletricidade e da água deverão aumentar de forma geral, embora existam algumas exceções, sobretudo no mercado livre da eletricidade.
No mercado regulado da luz, os preços vão subir, em média, 1%, segundo a ERSE. Este aumento traduz-se num acréscimo mensal entre 18 e 28 cêntimos: um casal sem filhos deverá pagar cerca de 36,82 euros por mês, enquanto um casal com dois filhos rondará os 95 euros. A medida afeta diretamente cerca de 817 mil clientes no mercado regulado.
No mercado liberalizado, a evolução varia consoante a comercializadora. A EDP Comercial prevê uma descida média de 1%, resultado da redução de 4% na componente de energia, apesar do aumento de 3,5% da Tarifa de Acesso às Redes. Outras empresas, como a Iberdrola, indicam que os preços deverão subir, enquanto várias comercializadoras ainda não avançaram com decisões.
Relativamente às subidas de preço mencionadas, de salientar que este aumento se deve apenas à taxa definida pela ERSE, aplicada de forma transversal a todas as comercializadoras do setor, e não a uma decisão específica da Iberdrola.
No setor da água, ainda não é possível traçar um retrato nacional, uma vez que os tarifários dependem da decisão dos municípios. Ainda assim, a tendência aponta para aumentos, já que as tarifas em alta — captação e tratamento — foram atualizadas em 1,8%, valor que poderá refletir-se nas tarifas finais pagas pelos consumidores.