Rubens Fileti, presidente da AICEG. Foto: Cristiano Borges/ACIEG
Durante passagem pela Europa, o presidente da Associação Comercial, Industrial e de Serviços do Estado de Goiás (ACIEG), Rubens Fileti, afirmou que a assinatura do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia representa um momento histórico para o Brasil, para a Europa e para as relações globais de comércio.
Para este responsável, o acordo recém-assinado é um dos mais relevantes do mundo, ao conectar aproximadamente 780 milhões de consumidores e abrir um novo ciclo de oportunidades económicas para ambos os blocos.
“Hoje é um dia muito importante para todos nós do Brasil, aliás, da Europa e do Brasil. Estou aqui cumprindo uma agenda intensa na Europa, cheia de negócios para a nossa capital, para o nosso Estado”, começou por destacar nas redes sociais, na data em que o acordo foi aceito pelo bloco europeu.
“E essa notícia de que o acordo do Mercosul acaba de ser assinado está mexendo com todos os países aqui da Europa, principalmente alguns países que não querem esse acordo, como por exemplo a França. A França tem uma resistência muito grande e vários outros países se negaram a apoiar esse momento tão importante”, prosseguiu Fileti.
Segundo o presidente da ACIEG, apesar das divergências políticas existentes no continente europeu, o protagonismo brasileiro tem sido evidente nas discussões.
Fileti acompanhou de perto as repercussões do acordo durante uma intensa agenda de compromissos na Europa, orientadas para a geração de negócios e investimentos para o Brasil e, em especial, para o Estado de Goiás.
“Nós estamos aqui tendo protagonismo, discutindo esse acordo do Mercosul na Europa, fazendo com que a ACIEG mais uma vez tenha o seu protagonismo e a sua relevância junto ao momento histórico do mundo e nas relações de comércio exterior”, referiu o presidente da ACIEG, que realçou que o acordo prevê a redução ou eliminação de tarifas e a criação de regras mais claras e transparentes para o comércio entre os blocos, o que deve estimular o consumo e facilitar as relações comerciais.
Sobre a implementação do acordo, Fileti constatou que ainda persistem diferentes avaliações quanto aos prazos.
“Algumas pessoas aqui conversando acham que esse acordo ainda leva até a formalização e tudo mais, cerca de três anos para que ele aconteça. Outras pessoas acham que ainda esse ano tudo se formaliza”, sublinhou.
O presidente da ACIEG terminou sinalizando que o acordo vai beneficiar diretamente o Brasil e os seus Estados com forte vocação produtiva, como Goiás, concluindo também que a ACIEG, que completa 89 anos de atuação, estará preparada para apoiar as empresas goianas na adaptação ao novo cenário.
Ígor Lopes