Portugal: Rastreamento permite detetar diabetes tipo 1 em crianças antes de surgirem sintomas

Em Portugal, a diabetes tipo 1 afeta cerca de 30.000 pessoas, incluindo aproximadamente 1.500 crianças e jovens. O rastreio precoce consegue identificar crianças com maior risco de desenvolver a doença, mesmo antes de surgirem sintomas clínicos.

Sinais iniciais, como aumento da sede e da frequência urinária, podem passar despercebidos. A deteção precoce permite iniciar tratamento antes de complicações graves, como a cetoacidose, evitando internamentos de emergência.

A diabetes tipo 1 exige monitorização constante, influenciada por alimentação, atividade física, infeções ou stress. Avanços tecnológicos, como bombas de insulina automáticas, ajudam a reduzir o número de picagens e facilitam a gestão da doença.

A Associação Protetora dos Diabéticos de Portugal (APDP) lançou em 2024 uma campanha de rastreio para crianças entre os 3 e os 17 anos. Nos primeiros 14 meses, mais de 10.000 crianças foram avaliadas, e uma em cada 300 apresentava sinais silenciosos da doença. O rastreio consiste numa simples picada no dedo e permite acompanhamento médico e educacional precoce, prevenindo complicações e reduzindo o impacto físico e emocional.

O projeto integra o consórcio europeu EDENT1FI, que reúne 28 parceiros em 10 países, com o objetivo de detetar a diabetes tipo 1 em fases iniciais.

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