O salário médio dos trabalhadores da função pública em Portugal fixou-se em 1863 euros em abril de 2025, refletindo um aumento de 6,4% face ao mesmo período de 2024, quando era de 1751 euros, segundo dados da Direção-Geral da Administração e do Emprego Público (DGAEP).
Este crescimento resulta de vários fatores, incluindo a entrada e saída de funcionários com diferentes níveis salariais e as medidas de valorização remuneratória aprovadas para várias carreiras da função pública.
Os salários mais elevados registam-se na administração central, com uma média de 2017 euros, enquanto na administração regional e local — incluindo municípios, freguesias e Regiões Autónomas — a remuneração média situa-se nos 1419 euros.
No final de junho, o emprego público atingia 760 728 postos, um novo recorde, correspondendo a um aumento homólogo de 1,5% e de 0,2% face ao trimestre anterior, com mais 1692 trabalhadores.
A área da saúde foi a que mais reforço registou, com 3656 novas contratações entre abril e junho, destacando-se enfermeiros, técnicos de diagnóstico e terapêutica e assistentes técnicos.
Por outro lado, a administração local também contribuiu significativamente, com a entrada de 4705 funcionários no mesmo período, refletindo uma variação homóloga de 3,4%, maioritariamente em municípios e freguesias.
Em termos de carreiras, cerca de dois terços dos funcionários públicos pertencem às carreiras gerais, com destaque para assistentes operacionais (171 mil), assistentes técnicos (92 mil) e técnicos superiores (85 mil). A carreira docente mantém peso relevante, com 142 mil professores, representando junto das carreiras gerais mais de 86% do total de trabalhadores do Estado.