A tempestade Kristin causou um rasto de destruição em grande parte de Portugal continental, com ventos fortes, chuvas intensas e inundações, deixando comunidades afectadas e infra‑estruturas danificadas. Os serviços de emergência registaram milhares de ocorrências e mobilizaram milhares de operacionais para responder à crise provocada pela depressão que atravessou o país.
Segundo a Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil (ANEPC), a passagem da tempestade deixou pelo menos cinco a seis vítimas mortais em várias regiões, prinicipalmente na zona de Leiria, Marinha Grande e Vila Franca de Xira. Os ventos atingiram velocidades extremas, com rajadas que chegaram a cerca de 202 km/h em alguns pontos, e provocaram estragos significativos em estruturas urbanas e rurais.
A tempestade causou interrupções generalizadas no fornecimento de energia, deixando cerca de mais de 800 000 clientes sem electricidade em várias zonas do centro e norte do país. Houve também falhas nos serviços de telecomunicações, cortes de estradas e suspensão de ligações ferroviárias devido a árvores caídas e detritos na via pública.
Entre os danos materiais verificados estão desde telhados arrancados e estádios desfigurados até aviões danificados na Base Aérea de Monte Real, demonstrando a intensidade do fenómeno meteorológico. A Protecção Civil continua a monitorizar a situação, com apelos à população para manter precauções, enquanto decorrem os esforços de recuperação e restabelecimento dos serviços essenciais. O Primeiro Ministro Luís Montenegro anunciou que vai declarar o estado de calamidade nas zonas mais afetadas.