Portugal registou um dos maiores impactos financeiros da subida dos combustíveis na União Europeia entre março e maio de 2026. Apesar de o aumento médio dos preços ter sido de cerca de 20%, o peso desse encargo nos rendimentos das famílias colocou o país no sétimo lugar do índice de esforço real calculado com base em dados do Eurostat.
O estudo teve em conta não apenas a evolução dos preços dos combustíveis, mas também o rendimento disponível das famílias e a percentagem do orçamento familiar destinada a estas despesas.
Segundo os cálculos, o esforço exigido aos portugueses foi significativamente superior ao registado em vários países onde os combustíveis subiram ainda mais. Países como Roménia, Letónia e Bulgária lideram a tabela do impacto financeiro, enquanto a Hungria apresentou o menor índice de esforço.
Os dados mostram que, devido aos rendimentos mais baixos e ao peso dos combustíveis no orçamento familiar, os portugueses sentiram de forma mais intensa os efeitos da subida dos preços da energia.