UE e México modernizam acordo comercial para impulsionar exportações agrícolas e proteger produtos tradicionais

A União Europeia e o México acordaram a modernização do seu Acordo Global, um passo que deverá fortalecer a comunidade agrícola europeia, ao eliminar tarifas mexicanas sobre produtos alimentares-chave da UE e proteger 568 produtos tradicionais europeus com indicações geográficas contra imitações. O México é o segundo maior importador de produtos agroalimentares da UE na América Latina, absorvendo mais de 1% das exportações europeias de alimentos e bebidas, que totalizaram 2,7 mil milhões de euros em 2024. Entre os produtos mais exportados destacam-se queijos, vinhos, produtos de cereais e preparações alimentares diversas.

O novo acordo prevê a eliminação gradual ou imediata de direitos aduaneiros sobre carne, produtos lácteos e alimentos processados, permitindo à UE expandir ainda mais as suas exportações para o mercado mexicano. Além disso, os 568 produtos europeus protegidos incluem especialidades emblemáticas de países como França (Champagne), Itália (Parmigiano Reggiano, Prosciutto di Parma), Espanha (Rioja), Alemanha (Bayerisches Bier) e Portugal (Queijo São Jorge, Vinho do Porto). Esta proteção torna ilegal a comercialização de imitações, reforçando a valorização e autenticidade das tradições alimentares europeias no exterior.

O acordo mantém e reforça os padrões europeus de segurança alimentar, saúde animal e vegetal, garantindo que todos os produtos importados do México cumpram as normas da UE. O princípio da precaução é reafirmado, permitindo medidas preventivas mesmo em situações de incerteza científica. Adicionalmente, o pacto inclui cooperação em bem-estar animal e combate à resistência a antibióticos, com a criação de um grupo de trabalho dedicado a partilhar boas práticas entre os dois lados.

Com esta modernização, a UE não só reforça a competitividade dos seus produtos agroalimentares no México, como também protege a capacidade dos governos europeus de definir normas rigorosas de segurança, ambiente e direitos laborais. O acordo representa um avanço estratégico na promoção de padrões elevados de produção e consumo, ao mesmo tempo que assegura o crescimento sustentável das exportações europeias na América Latina.

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