VI Cimeira Portugal–Moçambique impulsiona investimento e consolida cooperação económica

O Fórum Económico Portugal–Moçambique, organizado no âmbito da VI Cimeira Bilateral, reuniu dezenas de empresas e entidades públicas dos dois países, reforçando a aposta na cooperação económica e na identificação de novas oportunidades de investimento. 

Promovido pela AICEP, em colaboração com a APIEX e com diversas confederações empresariais portuguesas e moçambicanas, o encontro pretendeu dinamizar o investimento bilateral e apoiar a internacionalização das empresas, numa fase de maior aproximação estratégica entre Lisboa e Maputo.

O Primeiro-Ministro sublinhou que Portugal vive “um tempo singular”, defendendo que as condições económicas atuais permitem ao país assumir metas mais ambiciosas e acelerar o crescimento. Luís Montenegro destacou que Portugal foi recentemente distinguido pela The Economist como “economia do ano”, um reconhecimento que resulta da “estabilidade financeira, económica, social e política” alcançada.

O Chefe de Governo reiterou ainda o anúncio feito na conferência final da Cimeira: a criação de uma linha de crédito até 500 milhões de euros para incentivar o investimento das empresas portuguesas em Moçambique. 

Explicou que o instrumento arranca com 100 milhões de euros no primeiro ano, aumentando progressivamente até atingir o montante total. “Queremos com isso significar a confiança que temos na economia de Moçambique e dizer às empresas portuguesas que estamos ao lado delas no processo de internacionalização”, afirmou.

O Presidente moçambicano, Daniel Chapo, destacou que a nova linha de financiamento poderá crescer à medida que os projetos revelem solidez e capacidade de execução. “Tudo vai depender da forma como vamos fazer o negócio, como vamos cumprir com as nossas obrigações. Se formos eficientes, sérios, de certeza absoluta que este valor vai crescer”, afirmou, elogiando a visão do Primeiro-Ministro português ao lançar uma parceria financeira com potencial de expansão.

Daniel Chapo sublinhou também que Moçambique “não quer investidores de ocasião, mas sim parceiros de longo prazo”, apelando ao reforço de uma cooperação empresarial sustentada. 

Mostrou-se impressionado com a dimensão do encontro, admitindo a realização de um fórum semelhante em Moçambique em 2026, com o objetivo de avaliar os resultados alcançados. No final da Cimeira, reiterou o convite ao Primeiro-Ministro para uma visita oficial ao país.

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