O Governo de São Tomé e Príncipe apresentou uma nova estratégia nacional para promover uma “migração consciente e transformadora”, durante o encontro “Migração Consciente – Vozes daqui e da Diáspora”, realizado na Universidade Pública do país. O evento reuniu representantes do governo, da sociedade civil e da diáspora.
O primeiro-ministro Américo Ramos sublinhou que a migração deve ser tratada como uma questão estratégica de desenvolvimento, e não apenas como uma escolha individual. Entre os problemas identificados está a saída de profissionais qualificados, como médicos e professores, bem como a integração precária de muitos são-tomenses no exterior.
O plano do Governo centra-se em quatro eixos: levantamento de dados confiáveis sobre os migrantes, retenção de talentos, reintegração da diáspora e proteção dos imigrantes, e diplomacia ativa.
Ramos também destacou medidas de apoio a cidadãos afetados por desalojamentos forçados, garantindo proteção consular e jurídica.
A ministra de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Ilza Amado Vaz, reforçou os desafios enfrentados pelos emigrantes em países como Portugal, onde têm salários baixos e acesso limitado a serviços essenciais.
De entre as iniciativas previstas estão programas de formação profissional, incentivo à economia sustentável e mecanismos de retorno seguro.
Atualmente, cerca de 19% da população vivem fora do país, com Portugal, Angola e Gabão como principais destinos. Desde 2020, o número de emigrantes duplicou.