Os seis novos grupos de geradores recentemente chegados a São Tomé e Príncipe já entraram em funcionamento, mas, ao contrário do que era esperado, não resultaram num reforço da produção de electricidade. As novas unidades passaram a substituir cinco geradores antigos que, de forma inesperada, tiveram de ser retirados do sistema para manutenção.
Segundo o director-geral da EMAE, Raul Cravid, a entrada em operação dos novos equipamentos não se traduziu num aumento real da oferta energética, uma vez que cinco das unidades mais antigas e consideradas vitais para o sistema se encontram avariadas. A empresa viu-se, assim, obrigada a utilizar os novos geradores para manter o nível mínimo de produção.
O responsável afirmou que a EMAE está numa corrida contra o tempo para recuperar a capacidade instalada, reconhecendo o desgaste acumulado dos equipamentos. “Os geradores estão cansados e os que vieram, ainda bem que vieram, servem para assegurar a pouca energia de que dispomos”, explicou.
Raul Cravid pediu desculpas à população pelos constrangimentos no fornecimento e apelou à compreensão dos consumidores, garantindo que as equipas técnicas continuam a trabalhar para melhorar a situação e restabelecer gradualmente a normalidade no abastecimento de energia.