O Presidente da República de São Tomé e Príncipe, Carlos Vila Nova, defendeu esta quinta-feira que a Polícia Nacional deve actuar acima das querelas políticas, servindo exclusivamente o Estado, a República e todos os cidadãos. A posição foi assumida durante as celebrações do 51.º aniversário da corporação, assinalado a 27 de Agosto.
No discurso, o Chefe de Estado sublinhou que a Polícia Nacional deve intervir sempre que a segurança e a ordem pública o exijam, mas frisou que essa actuação deve respeitar a lei e os princípios do Estado de direito. Carlos Vila Nova defendeu ainda que as forças policiais devem tratar todos os cidadãos de forma igual, sem qualquer tipo de distinção.
Para o Presidente são-tomense, a missão da Polícia Nacional exige imparcialidade e um forte sentido de serviço público, numa altura em que as instituições são chamadas a reforçar a confiança dos cidadãos. O Chefe de Estado salientou, assim, a importância de uma corporação independente de interesses partidários e orientada para a defesa da segurança e da tranquilidade públicas.
As comemorações do 51.º aniversário ficaram também marcadas pelo reforço dos efectivos da Polícia Nacional. A partir desta data, a corporação passa a contar com oito novos subcomissários e 183 novos agentes, que irão integrar as estruturas responsáveis pela manutenção da segurança e da ordem pública no país.
A cerimónia assinalou mais um aniversário da Polícia Nacional são-tomense, com Carlos Vila Nova a reiterar a necessidade de uma instituição profissional, imparcial e comprometida com o cumprimento da lei e com a protecção de todos os cidadãos.