O Primeiro-Ministro e Chefe do Governo de São Tomé e Príncipe, Américo Ramos, voltou esta terça-feira a pronunciar-se sobre a persistente crise energética que afeta o país, esclarecendo que o atraso na chegada dos novos grupos geradores se deve a dificuldades logísticas no transporte internacional. Perante a situação, o governante apelou novamente à paciência da população, assegurando que estão em curso medidas para estabilizar o fornecimento de eletricidade.
Segundo Américo Ramos, a nova previsão oficial aponta para a chegada dos geradores no final deste mês, o que deverá permitir uma melhoria significativa da capacidade de produção de energia. Os equipamentos já se encontram em Angola e são considerados fundamentais para reforçar a rede elétrica nacional e avançar para a normalização progressiva do serviço.
O Primeiro-Ministro falava à margem de uma reação às ameaças do Sindicato da Empresa de Água e Eletricidade (EMAE), que anunciou a possibilidade de paralisar a empresa dentro de algumas semanas, caso a crise energética não seja resolvida. Américo Ramos reconheceu as dificuldades enfrentadas, mas garantiu que o Governo está empenhado em encontrar soluções duradouras.
O Chefe do Governo reafirmou ainda que o Executivo mantém diálogo com as estruturas sindicais e com os parceiros envolvidos, sublinhando que a resolução da crise energética é uma prioridade nacional, essencial para o bem-estar das famílias e para o funcionamento da economia.