A Empresa de Nacional de Portos de São-tomense (ENAPORT), adquiriu duas embarcações para operações no Porto de São Tomé, sem passar por concurso público internacional.
As duas embarcações foram adquiridas na Nigéria junto de parceiros com vista a desanuviar as operações de carga e descarga no Porto de São Tomé, ou seja Ana Chaves.
Segundo Osvaldo Lombá, coordenador técnico da ENAPOR, face à ausência da ENAPORT viu-se obrigada adquirir os dois equipamentos que anteriormente eram alugados a um empresário nigeriano.
“Não tínhamos esses equipamentos e eles já vinham prestando este serviço há mais de um ano. Já estavam cá, nós conhecemos os equipamentos e negociamos”, afirmou o coordenador técnico da ENAPORT.
Os equipamentos que garantem o transbordo de mercadorias dos navios para o porto de Ana Chaves, na cidade de São Tomé, custaram cerca de 690 mil euros. A barcaça custou 440 mil euros e o rebocador 250 mil euros. Para cada um dos equipamentos a ENAPORT diz que já avançou 50% do valor. As operações de pagamento feitas pela ENAPORT resultaram de um empréstimo bancário, para o qual a empresa estatal beneficiou de luz verde do governo para o efeito.
“Não houve concurso público diretamente”, conforme explicou Lomba, ao qual deve-se “à urgência desses equipamentos e o país não pode ficar parado”, explicou Osvaldo Lombá.
Não se trata da primeira vez que as autoridades recorrem ao empréstimo bancário para adquirir embarcações flutuantes, em 2015, o rebocador Liberdade foi adquirido de igual forma.