Os Estaleiros Navais do Mondego, históricos na construção naval portuguesa, estão sob gestão da AtlanticEagle Shipbuilding (AES), onde Timor-Leste detém 95% do capital após investir cerca de 20 milhões de euros para revitalizar a empresa, que enfrentava dívidas superiores a 16 milhões de euros. O sócio minoritário, Bruno Costa, gere a empresa com os restantes 5%.
Desde o final de 2023, Timor-Leste deixou de comunicar e de financiar os estaleiros, levando à paralisação da construção do ferry “Haksolok”, que já estava quase concluído e cujo custo subiu para cerca de 20 milhões de euros.
Esta falta de apoio tem bloqueado também a assinatura de novos contratos importantes, como um projeto para construir navios de cruzeiro avaliado em 22 milhões de euros.
Apesar disso, a AES tem conseguido trabalho na reparação de navios e contratos na ordem dos 2,4 milhões de euros. Com cerca de 60 funcionários diretos, a empresa prevê duplicar a faturação de 1,5 milhões de euros em 2025 e espera obter lucros, pela primeira vez em dez anos, se a situação se desbloquear.
Recentemente, a Comissão de Finanças do Parlamento de Timor-Leste visitou os estaleiros para avaliar o progresso e o investimento, gerando expectativas de que o projeto possa avançar e beneficiar a indústria naval da Figueira da Foz.