O Presidente da República de Timor-Leste, José Ramos-Horta, condena a ofensiva de Israel e dos Estados Unidos da América (EUA) contra o Irão, tendo realçado que a ação viola a Carta das Nações Unidas e do Direito Internacional.
“Os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra um país não dotado de armas nucleares, bem como o assassinato do líder espiritual iraniano, constituem uma clara violação da Carta das Nações Unidas e do Direito Internacional”, declarou através comunicado divulgado à imprensa nesta segunda-feira, 02 de março.
O governante disse ainda que “não foi apresentado qualquer argumento claro de legítima defesa, nem foi demonstrada a existência de uma ameaça iminente contra aqueles países”.
“Estas táticas estabelecem um precedente alarmante, no qual países com maior capacidade militar passam a violar de forma sistemática o Direito Internacional e estabelecem também uma doutrina imprevisível, inconsistente e altamente personalizada nas relações internacionais. Tal apenas incentivará outros a agir da mesma forma”, acrescentou.
No entanto, Ramos-Horta condenou igualmente os ataques do Irão contra interesses norte-americanos em vários países da região. “Condenamos os ataques do Irão contra os Emirados Árabes Unidos, Qatar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Arábia Saudita. Estes países, alvo dos ataques iranianos, foram claros e firmes na sua oposição à utilização do seu território e do seu espaço aéreo para operações militares contra o Irão”, esclareceu.
Recorde-se que Israel e os EUA lançaram no sábado, 28 de fevereiro, um ataque militar contra o Irão para “eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano”. Por sua vez, Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.