O Presidente da República de Timor-Leste, José Ramos-Horta, considera que o seu país “não pode ficar calado” no que diz respeito ao que tem acontecido em Gaza, local frequentemente atacado por Israel desde 07 de outubro de 2023, dia em que este país foi invadido pelo grupo islâmico Hamas.
Para o governante timorense, o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, e o Hamas deveriam ser “indiciados por crimes de guerra”.
“Timor-Leste, país democrático, que se orgulha e aceita a sua obrigação como Estado livre e independente de advogar pela causa dos direitos humanos, não pode ficar calado com o que se passa em Gaza, é inaceitável”, defendeu Ramos-Horta em entrevista à “Lusa”.
O dirigente criticou o procurador-geral do Tribunal Penal Internacional, Kharim Khan, e também a comunidade internacional, que, a seu ver, “nunca desceu tão baixo”.
“Fico chocado, mas não estou surpreendido, que o procurador-geral, com grande celeridade, indiciou o Presidente [russo] Putin pelos alegados crimes de raptos de crianças na Ucrânia. Digo alegados porque até agora ainda não foi julgado”, acrescentou.
Sobre o Hamas, referiu que “nunca foi um movimento democrático” e que “mal a Autoridade Palestiniana foi criada” fez de tudo para a expulsar de Gaza. O que o grupo fez a 07 de outubro “não justifica os bombardeamentos de Gaza”, concluiu.