O ano de 2026 promete redefinir o uso das redes sociais, marcado por maior integração da inteligência artificial (IA), regulação mais rígida e crescente procura de experiências autênticas. As plataformas, originalmente criadas para ligar pessoas, transformaram-se em espaços saturados de anúncios, conteúdos gerados por IA e tendências de consumo rápido, tornando a interação mais superficial.
Especialistas alertam para a necessidade de proteger os jovens e garantir transparência na utilização de IA, incluindo a rotulagem de conteúdos e moderação mais rigorosa antes da sua publicação. A IA, apesar de permitir moderação eficiente e personalização, traz riscos, sobretudo quando substitui o julgamento humano em conteúdos sensíveis.
Ao mesmo tempo, cresce a migração para redes sociais alternativas centradas em comunidades e temas de nicho, como Reddit, Discord, Mastodon e Threads, impulsionadas pelo desejo de diálogo significativo e menor pressão algorítmica. Criadores e utilizadores procuram cada vez mais qualidade e envolvimento real em vez de consumo passivo.
“Em 2026, as redes sociais evoluirão da escala para a profundidade”, afirma Scott Morris, da Sprout Social. A autenticidade, a especialização e a conexão humana passam a ser decisivas num cenário cada vez mais dominado por IA e excesso de informação.