A exclusão das mulheres nos media enfraquece a democracia, alerta ONU Mulheres

Apesar de representarem metade da população mundial, as mulheres são apenas 26% das fontes e sujeitos de notícias a nível global, segundo o mais recente Projeto de Monitorização Global dos Media 2025 (GMMP). O dado, praticamente inalterado há 15 anos, levou a ONU Mulheres a alertar que a democracia permanece incompleta sem as vozes femininas nos media.

Para Kirsi Madi, secretária-geral adjunta da ONU Mulheres, a ausência das mulheres nos noticiários não é um detalhe editorial, mas um défice democrático. “Quando as mulheres faltam, o público perde metade da história”, afirmou.

O estudo revela ainda que apenas 2% das notícias desafiam estereótipos de género e que a violência contra mulheres e meninas, embora afete metade da população mundial, aparece em menos de 2 em cada 100 notícias, perpetuando o silêncio e a normalização da violência.

Embora as mulheres representem hoje 41% dos jornalistas, essa presença não se traduz em maior visibilidade feminina no conteúdo noticioso, devido a práticas editoriais enraizadas, dependência de fontes masculinas e vieses estruturais.

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