O hospital do Estado de Oshakati, uma das primeiras unidades sanitárias do governo de Namíbia, inaugurado em 1966 (tempo de partheid) está a enfrentar a problemática da falta de medicamentos, considerada grave para doenças mentais ou psicotrópicos, há meses.
Os médicos em exercício naquela unidade hospitalar, queixaram-se ao jornal local “Namibian Sun” que estão a passar grandes desafios para controlar o comportamento dos doentes, às vezes violentos, devido a falta de medicamentos como antipsicóticos, clorpromazina, risperidona, haloperidol e sulpirida.
Os médicos, que falaram sob condição de anonimato àquele jornal, dizem ainda que o medicamento oral clozapine está igualmente esgotado. Assim recorrem ao método de sedação para controlar os transtornos dos pacientes.
O médico-chefe do hospital de Oshakati, Ruben Kanime, nota que o problema começou o ano passado, quando uma Comissão governamental impediu a compra milionária de medicamentos, incluindo preservativos, por considerar uma compra ilegal.
O Ministro de Saúde da Namíbia, Kalumbi Shangula, citado por uma publicação local, confirmou na semana passada, que o país está a enfrentar escassez de medicamentos ao nível dos hospitais públicos. Namíbia tem uma rede de mais de 40 hospitais, entre públicos e privados.