África do Sul: Economia sente o impacto do sentimento anti-imigração

O crescente sentimento anti-imigração na África do Sul está a provocar efeitos negativos na actividade económica, com comerciantes estrangeiros a abandonar mercados e estabelecimentos comerciais devido ao assédio e à insegurança.

Em Bellville, na Cidade do Cabo, por exemplo, de acordo com o site “All Africa”, dezenas de comerciantes com documentação regular deixaram um mercado que anteriormente registava grande movimento. As bancas permanecem vazias, apesar de os comerciantes possuírem licenças válidas para exercer as suas actividades.

A situação ocorre num contexto de intensificação da campanha do movimento anti-imigração March and March, que exigiu a saída do país de todos os imigrantes indocumentados até 30 de Junho.

Os efeitos da tensão também se fazem sentir em Joanesburgo, onde estabelecimentos de propriedade de comerciantes somalis e etíopes, incluindo negócios na movimentada Rua Jeppe, foram saqueados, incendiados ou obrigados a encerrar.

Analistas ouvidos por aquele portal, alertaram que a deterioração do ambiente empresarial pode ter consequências mais amplas para a economia sul-africana.

Mais do que isso é a situação do desemprego. Segundo as estimativas citadas no apontamento, os negócios afectados estão associados a cerca de três milhões de empregos e aproximadamente 5% do Produto Interno Bruto (PIB).

Além do impacto directo sobre comerciantes e trabalhadores, a campanha anti-imigração ameaça também as relações comerciais da África do Sul com outros países africanos.

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