O presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, afirmou que as pessoas que deixaram o país não estão a ser perseguidas nem maltratadas. Segundo ele, essas pessoas estão a sair voluntariamente porque não querem aceitar as mudanças em curso, previstas na Constituição.
Ramaphosa explicou que esses indivíduos não se enquadram no estatuto de refugiado.
O presidente respondeu a uma pergunta de jornalistas durante o Fórum África CEO 2025, realizado esta semana em Abidjan, na Costa do Marfim.
“Expressamos nossa preocupação porque essas pessoas estão sendo aliciadas a ir para os Estados Unidos, mesmo não se enquadrando na definição de refugiado. Um refugiado é alguém que precisa deixar seu país por medo de perseguição política, religiosa ou económica o que não é o caso”, disse Cyril Ramaphosa.
O presidente sul-africano garantiu que explicou ao presidente Donald Trump que os 49 indivíduos mencionados se opõem às mudanças constitucionais em curso.
Após a chegada ao poder, a administração de Donald Trump alega que o governo sul-africano, além de fomentar o racismo, estaria supostamente perseguindo cidadãos brancos residentes no país.