Um dia após um tiroteio que aumentou o clima de insegurança na região de Mitchells Plain, o presidente Cyril Ramaphosa autorizou o destacamento de 2.200 soldados para apoiar a polícia no combate ao crime em várias províncias.
Os militares da Força de Defesa Nacional da África do Sul atuaram em conjunto com o Serviço de Polícia Sul-Africano, realizando buscas em residências nos bairros à procura de armas de fogo que nos últimos dias proliferam.
Apesar da decisão gerar reações mistas entre os moradores, com alguns questionando a necessidade da presença militar nas comunidades e outros apoiando, o governo pretende garantir segurança e reduzir os actos criminosos.
Apesar das dúvidas, muitos residentes demonstraram apoio à intervenção, afirmando que a presença dos soldados traz uma sensação imediata de segurança em uma área historicamente marcada pela violência de gangues. Este grupo de moradores relata que, com o reforço dos militares fez as crianças voltarem a brincar nas ruas, algo que não acontecia devido ao medo constante.
Autoridades policiais destacaram a importância de manter uma relação respeitosa com a população durante a operação, enfatizando que o sucesso dependerá também da confiança da comunidade.
Ainda assim, persistem preocupações sobre a duração da missão e o que poderá acontecer quando as forças militares deixarem a região, mas o governo indicou que a operação vai até março do próximo ano.