África: UNFPA e Banco Africano de Desenvolvimento reforçam parceria para impulsionar saúde materna

O Fundo das Nações Unidas para a População (UNFPA) e o Banco Africano de Desenvolvimento assinaram um novo Memorando de Entendimento destinado a reforçar a saúde materna e promover a resiliência demográfica como pilares estratégicos da transformação económica do continente africano. O acordo foi formalizado no âmbito das reuniões anuais do banco.

A parceria pretende posicionar o investimento na saúde materna não apenas como uma questão de saúde pública, mas também como um motor de crescimento económico, aumento da produtividade e fortalecimento do capital humano. O objectivo é permitir que os países africanos consigam aproveitar de forma mais eficaz o chamado dividendo demográfico, associado ao crescimento e renovação da população activa.

Apesar dos progressos registados por vários países africanos na redução da mortalidade materna, persistem desafios ligados ao acesso desigual aos cuidados de saúde, limitações estruturais e financiamento insuficiente. Segundo Diene Keita, o continente tem uma oportunidade significativa de acelerar o desenvolvimento através de investimentos direccionados para mulheres e jovens, considerados essenciais para o futuro económico de África.

No âmbito desta cooperação renovada, as duas instituições vão explorar mecanismos inovadores de financiamento e implementação para apoiar os países africanos. Entre as prioridades definidas estão a modernização dos recursos humanos em saúde com recurso à formação digital, o reforço dos sistemas locais de abastecimento, a melhoria das infra-estruturas sanitárias resilientes às alterações climáticas e a digitalização dos sistemas de informação em saúde.

A colaboração entre o UNFPA e o Banco Africano de Desenvolvimento decorre desde 1992 e já produziu resultados em vários países africanos, incluindo o reforço dos sistemas estatísticos na Costa do Marfim, melhorias nos cuidados obstétricos e neonatais nos distritos de saúde dos Camarões, iniciativas de sensibilização em Madagáscar e integração de políticas de igualdade de género e saúde reprodutiva em países da África Oriental e Austral. A nova fase da parceria pretende consolidar estes avanços e colocar a saúde e os direitos no centro das estratégias de desenvolvimento do continente.

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