Uma tentativa de travessia marítima rumo ao Iémen terminou numa tragédia que vitimou pelo menos 109 migrantes, incluindo 15 crianças, depois de uma embarcação com 305 pessoas a bordo ter naufragado ao largo da costa do Djibuti.
Segundo a Organização Internacional para as Migrações (OIM), citada pela imprensa local, mais de 116 pessoas continuam desaparecidas.
O acidente ocorreu na noite de 8 para 9 de Outubro, nas proximidades de Guhere, a norte da cidade costeira de Obock, no qual 80 pessoas sobreviveram, todas de nacionalidade etíope, enquanto as autoridades prosseguem as operações de busca e salvamento para localizar os desaparecidos.
Dos sobreviventes, pelo menos 64 estão a receber assistência médica, alimentação, abrigo temporário e apoio psicológico pela Organização Internacional de Migração (OIM) no seu centro de resposta a migrantes em Obock, enquanto as autoridades locais prestam cuidados aos feridos e tratam do sepultamento das vítimas.
Refira-se que a rota que atravessa o Djibuti em direcção ao Iémen é marcada por travessias marítimas perigosas, redes de tráfico de pessoas e riscos adicionais associados à violência e à exploração.
De acordo com a OIM, mais de 20 mil deslocações de migrantes da Etiópia para o Djibuti foram registadas desde 10 de Setembro. Em 2025, mais de 900 migrantes morreram ou desapareceram ao longo da Rota Migratória Oriental, evidenciando a dimensão de uma crise humanitária que continua a afectar a região.
Perante o elevado número de vítimas, a OIM apelou ao reforço do apoio internacional às operações de salvamento e à assistência humanitária, defendendo igualmente a criação de vias de migração mais seguras.