A Organização das Nações Unidas expressou profunda preocupação com a repressão violenta aos protestos antigovernamentais no Quênia, que deixaram pelo menos 400 feridos, incluindo polícias, e entre oito a 16 mortos, segundo estimativas preliminares. A tensão explodiu após a morte sob custódia policial do ativista Albert Ojwan, de 31 anos, no início de junho.
Durante as manifestações, que coincidiram com o aniversário dos protestos anti-impostos de 2024, manifestantes atacaram repartições públicas, delegacias e estabelecimentos comerciais em Nairóbi. O governo acusou os participantes de tentar promover uma mudança de regime de forma inconstitucional. De acordo com autoridades quenianas, pelo menos nove delegacias foram atacadas, cinco armas foram roubadas e dezenas de veículos destruídos.
O Escritório de Direitos Humanos da ONU enfatizou que o uso de força letal pelas forças de segurança só deve ocorrer em casos extremos, quando há ameaça iminente à vida. A ONU saudou a abertura de uma investigação pela Autoridade Independente de Supervisão Policial do Quênia e pediu que ela seja “rápida, completa, independente e transparente”.
O porta-voz da ONU, Stéphane Dujarric, reforçou o apelo por calma e moderação e lamentou as mortes ocorridas. A comunidade internacional segue atenta ao desenrolar da situação, pedindo que os direitos dos manifestantes sejam respeitados e que os responsáveis pelos abusos sejam responsabilizados.