A Tanzânia possuía cerca de 600.000 burros, mas esse número tem diminuído nos últimos tempos devido a esquemas de tráfico ilegal para o Quénia e a China.
De acordo com os dados mais recentes, apresentados pelo diretor da Sociedade de Arusha para a Promoção dos Animais, Livingstone Masija, durante um workshop, o país perdeu cerca de 2.000 burros que cruzaram ilegalmente as fronteiras com o Quénia, de onde foram levados para a China e outros países da Ásia.
Livingstone Masija explicou que a crescente procura pela pele de burro, utilizada na produção de um medicamento tradicional altamente valorizado na China, está a aumentar o risco de extinção dessa espécie, especialmente nas regiões Centro e Norte da Tanzânia.
O oficial de comunicações da Proteção Animal, Abdinego Martin, também presente no mesmo workshop sobre a promoção das leis de bem-estar animal e o combate ao comércio de burros na Tanzânia, afirmou que a caça, o roubo e o tráfico ilegal desses animais não podem ser minimizados, pois o país poderá enfrentar consequências sérias caso essa espécie seja extinta.
O abate e o consumo de burros são legalmente proibidos na Tanzânia, mas a crescente tendência de contrabando para fora do país tem gerado grande preocupação entre os defensores da proteção dessa espécie animal no território tanzaniano.