Decorre desde segunda-feira (15) num Tribunal tunisino, o julgamento de seis funcionários da organização humanitária France Terre d’Asile e 17 do município da cidade de Sousse, acusados de abrigar e facilitar migrantes ilegais. Dentre os julgados está a ex-chefe da organização humanitária detida há 19 meses.
De acordo com a acusação, conforme a imprensa local, os acusados cometeram um erro grave ao ajudar os migrantes numa altura em que as autoridades tunisinas consideram como uma questão delicada, pelo facto de o país ser um dos pontos de trânsito de milhares de migrantes que procuram entrar na Europa.
Estima-se que, em caso de culpa os funcionários da organização humanitária France Terre d’Asile e outros do município de Sousse podem ser condenados até 10 anos de prisão.
Entretanto, a organização de defesa dos direitos humanos, Amnistia Internacional, condena o julgamento e considera que é um crime fraudulento.
A Amnistia Internacional que pede arquivamento do caso, alega que os funcionários da organização humanitária foram processados enquanto exerciam seu trabalho humanitário legítimo.
Em um dos casos mais polémicos na história da Tunísia, deu-se no ano de 2023, em que o presidente Kais Saied alegadamente fez um discurso que resultou em ataque aos migrantes da África subsahariana tendo muitos sido expulsos de suas casas e postos de trabalho.