O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Sida (UNAIDS) anunciou, a 4 de Setembro, uma aliança estratégica entre a África do Sul e a China destinada a reforçar a produção local de medicamentos, diagnósticos e tecnologias de saúde na África Austral. A iniciativa pretende aumentar a capacidade farmacêutica da região e reduzir a dependência de fornecedores externos de produtos médicos essenciais.
A parceria envolve também a Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) e o Global Health Innovation Institute (GHII), reunindo governos, empresas farmacêuticas, centros de investigação e instituições financeiras. O objectivo é mobilizar investimentos, promover a inovação e acelerar a transferência de tecnologia para o sector farmacêutico africano, criando uma cadeia regional de fornecimento mais segura e sustentável.
A iniciativa assume particular importância na resposta ao HIV, uma vez que uma maior capacidade de produção regional poderá contribuir para assegurar o fornecimento contínuo de medicamentos e diagnósticos. A directora regional do UNAIDS para a África Oriental e Austral, Anne Githuku-Shongwe, defendeu que a cooperação pode reforçar a capacidade dos países africanos para controlarem os seus próprios recursos e insumos de saúde.
A China terá um papel técnico relevante no processo, com empresas farmacêuticas do país interessadas em expandir a sua presença internacional através de parcerias de longo prazo. A missão na África do Sul inclui discussões sobre regulação sanitária, políticas públicas de incentivo à indústria e visitas técnicas a fábricas e laboratórios.
No final dos encontros, as organizações envolvidas deverão definir um plano de acção operacional para reforçar a segurança da cadeia de abastecimento de medicamentos na África Austral e avançar para uma maior autonomia sanitária regional.