Zimbábue: Aumenta número de organizações que repudiam violações dos direitos humanos

As organizações não governamentais locais e internacionais que repudiam as graves situações de violação dos Direitos Humanos pelas autoridades do Zimbábue estão a aumentar e apelam ao Governo do presidente Emerson Mnangagwa a respeitar a Constituição da República e outros instrumentos regionais.

A Amnistia Internacional do Zimbábue aponta que o número de pessoas detidas desde junho chega às 160, com alegações de torturas e outros maus tratos. “Desde meados de Junho, as autoridades do Zimbábue têm conduzido uma repreensão massiva. Mais de 160 pessoas foram presas até agora, incluindo autoridades eleitas, membros da oposição, líderes sindicais, estudantes e jornalistas”, revelou Khanyo Farise da Amnistia Internacional para África Oriental e Meridional.

A Law Society of Zimbabwe, também se juntou ao repúdio. Segundo a imprensa local, a organização considera que o governo está a fazer detenções arbitrárias dos activistas dos direitos humanos. A organização condena igualmente o uso da tortura como método de investigação.

A Conferência Episcopal da Igreja Católica no Zimbábue também expressa preocupação devido à prisão e tortura de activistas políticos e defensores dos direitos humanos. Os bispos católicos estão preocupados com o silenciamento das vozes, repressão contra manifestantes, violência e sequestro dos cidadãos.

O Fórum das ONGs de Direitos Humanos, considera que as prisões de apoiantes da oposição e activistas pelo Estado do Zimbábue são inaceitáveis. O Fórum reitera que a liberdade de reunião, associação e de expressão são direitos constitucionais.

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