Zimbabué: Crise alimentar poderá agravar-se para muitas famílias

Devido ao início tardio das chuvas na maior parte do país, aliado à queda irregular, o número de famílias com escassez de alimentos poderá aumentar para mais da metade no Zimbabué.

Na maioria das áreas rurais e agrícolas ainda não caíram chuvas suficientes, o que está a afetar algumas culturas já plantadas, embora alguns agricultores tenham replantado com novas sementes.

Um relatório da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) descreve que a seca severa que o Zimbabué enfrentou em 2024 manteve os níveis de humidade do solo muito baixos, sobretudo em importantes zonas agrícolas. O relatório ainda menciona que a produção de cereais foi baixa.

Segundo o ministro de Terras, Agricultura, Pescas, Águas e Desenvolvimento Rural, Anxious Masuka, citado pela imprensa local, a seca do ano passado foi a pior que o Zimbábue viveu desde a independência.

Com este efeito relacionado ao fenómeno El Niño, o governo do Zimbábue está atualmente a prestar assistência direta a 12,74 milhões de pessoas, o que corresponde a 83,4% da população.

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