Zimbábue: Sindicato Nacional dos Mineiros queixa-se da prevalência de salários baixos

O Sindicato Nacional dos Mineiros do Zimbábue, na sigla em inglês (NMWUZ), queixa-se da prevalência de salários baixos no sector, apesar do trabalho árduo, uma situação que contribui para o aumento da pobreza na maioria das famílias dessa classe profissional.

Segundo o presidente do Sindicato Nacional dos Mineiros, Kurebwa Javanga Nhomboka, a situação ocorre numa altura em que os membros da administração de muitas empresas mineiras auferem salários exorbitantes, embora, supostamente, contribuam menos para o processo de extração.

Além disso, o presidente da NMWUZ, Kurebwa Javanga Nhomboka, denuncia a falta de observância das normas de segurança no trabalho, referindo que há empresas que não cumprem os regulamentos nacionais, apontando como exemplo algumas companhias com investimento chinês.

Segundo a fonte, que escreveu uma carta de denúncia numa altura em que o Zimbábue comemora 46 anos de independência, muitos trabalhadores estão expostos a gases tóxicos durante o seu trabalho diário, apesar das pressões que a organização tem vindo a exercer.

O sindicalista Kurebwa Javanga Nhomboka alerta que esta situação pode, no futuro, afetar a saúde dos trabalhadores, especialmente nas áreas de mineração de ouro, cromo e carvão mineral.

A fonte apela às empresas mineiras acreditadas naquele país da África Austral para que cumpram a Lei do Trabalho e o Regulamento de Gestão e Segurança na Mineração, instrumentos que regulam a segurança individual e coletiva no local de trabalho.

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