A China afirmou estar preparada para enfrentar “qualquer tipo de guerra” com os Estados Unidos, após novas tarifas impostas por Donald Trump sobre importações chinesas.
“Se os EUA querem guerra, seja uma guerra de tarifas, uma guerra comercial ou qualquer outro tipo de guerra, estamos prontos para lutar até ao fim”, declarou a Embaixada da China em Washington, numa publicação na rede social X.
Em resposta às taxas adicionais de 10% sobre produtos chineses, Pequim anunciou tarifas até 15% sobre bens norte-americanos a partir de 10 de março, além de restrições a exportações para empresas dos EUA.
O Secretário da Defesa dos EUA, Pete Hegseth, afirmou que Washington não procura conflito, mas está preparado.
A decisão da China de taxar exportações agrícolas norte-americanas, afectando exportações-chave como a soja, parece visar diretamente um dos eleitorados mais importantes para Trump: os agricultores, base de apoio fundamental para os republicanos.
Lou Qinjian, porta-voz da Assembleia Popular Nacional, afirmou que, embora as relações entre China e EUA envolvam naturalmente desacordos, Pequim não aceitará pressões ou ameaças.
Analistas alertam para um risco crescente de “separação económica ampla e duradoura” entre as duas maiores economias do mundo
Entretanto, o governo chinês reforçou o seu orçamento da defesa em 7,2%, alegando necessidade de proteger a segurança nacional.