A guerra entre a Colômbia e os Estados Unidos foi talvez a mais curta “guerra comercial” numa memória mais recente.
Durou apenas seis horas e na madrugada de segunda-feira, 27 de janeiro, foi resolvida, após o governo de Petro aceitar os termos de repatriação de migrantes, impostos pela nova administração de Donald Trump.
A verdade é que era necessário evitar a aplicação de tarifas de 25% sobre todos os produtos de exportação colombianos, com a possibilidade certa de duplicar esse imposto num curto espaço de tempo.
Num comunicado lido pelo ministro das Relações Exteriores da Colômbia, Luís Murillo, o impasse diplomático é considerado “superado” e é anunciado que o avião presidencial repatriará os colombianos deportados dos Estados Unidos em “condições dignas”.
Desta forma, Trump e o seu governo mostram qual será o tom das suas relações com a América Latina nos próximos quatro anos, pouco espaço para o diálogo, ações contundentes e autoritárias.
Agora o presidente colombiano Gustavo Petro tem em mãos a urgência de acabar com a crise dos ataques da guerrilha em Catatumbo, onde o Exército de Libertação Nacional (ELN) luta contra as Forças Armadas Colombianas, forçando o deslocamento de mais de 40 mil habitantes da região.