Com o anúncio oficial da libertação parcial de presos políticos, a Venezuela vivencia um dos momentos mais significativos da chamada “transição”, após a declaração de Jorge Rodríguez, presidente da Assembleia Nacional e irmão da presidente interina Delcy Rodríguez.
“Vamos proceder à libertação de um número significativo de pessoas como gesto de boa vontade, a fim de consolidar a paz e a prosperidade na República Bolivariana da Venezuela”, anunciou Jorge Rodríguez no Palácio Legislativo Federal. O parlamentar absteve-se de comentar o acordo petrolífero com os EUA e afirmou: “A Venezuela vende petróleo para aquele país há mais de cem anos: trata-se de um acordo comercial”.
A notícia da libertação dos presos políticos gerou comemorações generalizadas, já que entre os libertados estão Rocío San Miguel, defensora dos direitos humanos e professora universitária; os líderes políticos Enrique Márquez, Biagglio Pillieri, Dinora Hernández, Jesús Armas e Carlos Julio Rojas, entre outros.
Alfredo Romero, presidente do Foro Penal, pediu calma após o anúncio e ofereceu total apoio às famílias dos detidos libertados para facilitar o reencontro com seus entes queridos: “Esperamos que isso marque o verdadeiro início de uma transição política sem a alternância entre justiça e repressão, e que marque um tempo em que a justiça sirva os cidadãos e não seja um instrumento repressivo de terror e medo.”
A presidente interina Delcy Rodríguez afirmou que “o povo venezuelano não merecia uma ação belicista de tamanha magnitude”, durante a cerimónia póstuma de promoção militar aos soldados que morreram em 3 de janeiro. A cerimónia também homenageou os 32 militares cubanos, considerados heróis da Revolução Cubana, que também morreram naquele dia e que faziam parte da equipe de segurança do presidente Maduro.