A administração de Donald Trump chegou a um entendimento com várias das principais empresas de inteligência artificial dos Estados Unidos para reforçar os mecanismos de segurança. O compromisso, subscrito por responsáveis da Nvidia, OpenAI e Anthropic, não tem força legal nem estabelece penalizações específicas em caso de incumprimento.
O acordo prevê controlos internos, auditorias e avaliações entre empresas do setor. Trump anunciou ainda a intenção de criar uma estrutura para acompanhar a aplicação destes compromissos, mantendo uma abordagem menos regulamentada para favorecer o desenvolvimento tecnológico e a concorrência com a China.
A estratégia norte-americana inclui também incentivos à expansão dos centros de dados, apesar das preocupações relacionadas com o consumo de eletricidade, água e território. Em paralelo, Trump determinou que o Governo federal passe a utilizar, sempre que possível, a expressão “super inteligência” em substituição de “inteligência artificial”.
Na União Europeia, a abordagem é diferente. O AI Act estabelece obrigações legais para as empresas que disponibilizam sistemas de IA no mercado europeu, incluindo avaliação de riscos, comunicação de incidentes e medidas de cibersegurança. O incumprimento pode resultar em multas até 15 milhões de euros ou 3% do volume de negócios anual mundial da empresa.