EUA: CEO da OpenAI alerta: “Estamos preocupados com as pessoas erradas”

O líder da OpenAI, Sam Altman, defende que, no que toca ao impacto da inteligência artificial (IA) no mercado de trabalho, a maior preocupação não deve estar nos recém-licenciados, mas sim nos profissionais mais velhos que resistem à requalificação.

Em entrevista ao programa Huge Conversations, de Cleo Abram, no YouTube, Altman afirmou que “o jovem de 22 anos vai ficar bem”, sublinhando que a adaptação à IA será mais difícil para quem, com décadas de experiência, não queira aprender novas competências.
“Alguns empregos vão desaparecer, mas, se tivesse 22 anos agora, sentir-me-ia a pessoa mais sortuda da história”, acrescentou.

Para Altman, a IA abre oportunidades únicas para criar negócios, inventar produtos e oferecer serviços inovadores. “Nunca houve um momento tão extraordinário para quem queira aproveitar a oportunidade”, frisou.

No entanto, esta visão não é consensual.
Dario Amodei, CEO da Anthropic, advertiu no início do verão que a IA poderá eliminar até metade dos empregos de colarinho branco nos próximos cinco anos, uma “potencial catástrofe” para a qual, diz, nem a indústria tecnológica nem os decisores políticos estão a preparar a sociedade.

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