EUA consideram baixar tarifas se desequilíbrios comerciais forem corrigidos

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, declarou que as tarifas aplicadas pelo país sobre as importações podem ser reduzidas caso os desequilíbrios comerciais com outras nações sejam ajustados. Em entrevista a um jornal japonês, Bessent afirmou que espera que estas taxas alfandegárias diminuam progressivamente, comparando-as a um “cubo de gelo a derreter”. O principal objetivo dessas tarifas é tentar equilibrar a balança comercial dos EUA, que em 2024 apresentou um défice recorde superior a um bilião de dólares.

Bessent indicou que a intenção é fomentar o regresso da produção para solo americano, o que levaria a uma diminuição das importações e ajudaria a restaurar o equilíbrio comercial.
Sobre as negociações em curso com países como a China, classificou-as como complexas devido ao modelo económico do gigante asiático, que privilegia objetivos de emprego e produção em detrimento da rentabilidade, resultando numa sobreprodução que impacta os mercados globais.

Quanto ao Japão, Bessent revelou que foi firmado um acordo para uma parceria industrial robusta, apoiada por um pacote de investimentos significativo apresentado pelo governo japonês.
As novas tarifas aumentaram a média aplicada pelos EUA para 18,6%, valor que não era atingido desde a Segunda Guerra Mundial, de acordo com dados da Universidade de Yale.

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