O Gabinete para os Assuntos do Hemisfério Ocidental dos EUA criticou esta quarta-feira as restrições impostas pelo Brasil a empresas norte-americanas, referindo-se, sem citar diretamente, ao bloqueio da plataforma Rumble, determinado pelo ministro do STF, Alexandre de Moraes, na última sexta-feira, dia 21.
“Bloquear o acesso à informação e impor multas a empresas dos EUA por se recusarem a censurar indivíduos é incompatível com os valores democráticos, incluindo a liberdade de expressão”, afirmou o órgão numa publicação na rede social X.
A decisão de Moraes teve como pressuposto a falta de um representante legal da empresa, no Brasil, condição obrigatória para poder funcionar em território brasileiro, conforme legislação em vigor no país.
O caso gerou repercussão internacional depois de Rumble e a Truth Social, rede de Donald Trump, processarem Moraes nos EUA, acusando-o de censura e violação da Primeira Emenda.
Na terça-feira, a juíza Mary Scriven, da Flórida, rejeitou o pedido do Rumble para suspender as decisões do STF, alegando que as ordens do magistrado não têm validade em território norte-americano.