As autoridades norte-americanas acusam dois cidadãos britânicos, James Wellesley e Stephen Burton, de conduzirem uma fraude milionária relacionada com vinhos raros. O esquema, avaliado em cerca de 100 milhões de dólares (85 milhões de euros), prometia a investidores retornos elevados com empréstimos alegadamente garantidos por coleções exclusivas.
A empresa criada pelos acusados, Bordeaux Cellars, assegurava dispor de vastos cofres de vinhos de colheita rara, mas em 2018 foi incapaz de apresentar mais do que algumas centenas de garrafas, revelando que grande parte do negócio era fictícia.
Os fundos captados entre 2017 e 2019 foram, segundo a acusação, usados para despesas pessoais e para sustentar o modelo de pirâmide, pagando juros a uns clientes com o dinheiro de outros.
Wellesley, também conhecido por identidades falsas, foi detido no Reino Unido em 2022 e extraditado este ano após contestar o processo. Burton tinha já sido extraditado de Marrocos em 2023, depois de tentar entrar no país com documentos falsos.
Os dois enfrentam acusações de fraude eletrónica, branqueamento de capitais e conspiração, que podem resultar em penas de até 20 anos de prisão. Wellesley deverá assumir a culpa formalmente na próxima semana, em tribunal federal de Brooklyn.