Os Estados Unidos deram início ao primeiro ensaio clínico para testar se rins de porco geneticamente modificados podem ser usados em transplantes humanos. O procedimento, realizado no centro médico NYU Langone Health, em Nova Iorque, foi conduzido pela empresa United Therapeutics, que anunciou o sucesso da primeira cirurgia.
O estudo, pioneiro a nível mundial, pretende incluir seis participantes e poderá ser alargado a cinquenta, dependendo dos resultados. Outra empresa norte-americana, a eGenesis, deverá iniciar um ensaio semelhante nos próximos meses.
A iniciativa surge após várias experiências experimentais com resultados mistos. Em casos anteriores, rins de porco transplantados chegaram a funcionar durante mais de 250 dias antes de falharem.
Mais de 100 mil pessoas aguardam um transplante nos EUA, a maioria delas à espera de um rim. Para responder à escassez de órgãos, cientistas estão a modificar geneticamente porcos para tornar os seus órgãos mais compatíveis com o corpo humano, reduzindo o risco de rejeição.