A Comissão para a Igualdade de Oportunidades no Emprego dos Estados Unidos (EEOC) abriu uma investigação à Nike por suspeitas de discriminação racial contra trabalhadores brancos, relacionada com as políticas de diversidade, equidade e inclusão (DEI) da empresa.
O processo foi divulgado através de uma ação judicial num tribunal federal do Missouri, na qual a EEOC exige acesso a documentos internos sobre contratações, despedimentos e programas de desenvolvimento profissional. A iniciativa partiu da presidente da comissão, Andrea Lucas, nomeada por Donald Trump, e não de queixas apresentadas por funcionários.
A investigação baseia-se em informação pública, incluindo relatórios da própria Nike que apontavam metas de representação de minorias raciais. A atual administração norte-americana sustenta que este tipo de objetivos pode configurar discriminação inversa, no âmbito de uma ofensiva mais ampla contra programas de DEI.
Em comunicado, a Nike afirmou estar a cooperar com a EEOC, indicando já ter entregue extensa documentação, embora considere a intimação judicial um passo pouco comum.