EUA: Líderes europeus vão deslocar-se aos Estados Unidos para discutir o fim da guerra na Ucrânia

O presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou no domingo que alguns líderes europeus visitarão os Estados Unidos no início desta semana para debater a resolução do conflito na Ucrânia. Trump não especificou quais governantes estarão presentes.

O presidente adiantou ainda que pretende falar em breve com o homólogo russo, Vladimir Putin, e indicou que a administração norte-americana está preparada para avançar para uma segunda fase de sanções contra Moscovo, na sequência da invasão em larga escala da Ucrânia.

As declarações de Trump surgem após a Rússia ter lançado o maior ataque aéreo desde o início da guerra, atingindo Kiev, provocando pelo menos quatro mortos e causando incêndio no principal edifício governamental da capital.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, condenou o ataque e apelou a que as declarações de apoio feitas por líderes e instituições internacionais se traduzam em ações concretas.

“Sanções contra a Rússia e indivíduos ligados ao regime, tarifas severas e outras restrições comerciais têm de ser efetivas. Só assim se consegue pressionar de forma convincente”, afirmou Zelenskyy nas redes sociais.

No domingo, o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, defendeu uma colaboração com a União Europeia para impor novas sanções aos países que importam petróleo russo, com o objetivo de pressionar a economia de Moscovo.

Desde o início da invasão, em fevereiro de 2022, a União Europeia tem vindo a reduzir as importações de petróleo e gás russos. Em junho, Bruxelas fixou 2027 como o ano limite para eliminar gradualmente todas as restantes compras de energia vinda da Rússia.

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